Hello to myself

Você está tão longe.

Há muito tempo eu tive a chance de te ter, de te chamar de “amor”, de falar que você é minha. Eu tive essa chance. Eu só precisava te conquistar. Mas você sempre esteve tão longe, distante, como se não se interessasse em garotos, como se só quisesse minha amizade.

Eu tentei aceitar isso.  Só tentei porque você sempre foi perfeita demais para que eu tentasse te perder. Eu te amei tanto. Você nunca enxergou isso.

Fiz tantas besteiras quando você mudou. Onde está aquela garota que dizia ser assexuada? Está namorando com um garoto que conheceu há pouco tempo. Eu me comportei muito mal, certo? Disse coisas ruins de você e acabamos brigando. Eu te magoei quando meu coração estava ferido, e aquilo não me curou.

Quando isso aconteceu, eu percebi que eu não era capaz de continuar com aquilo, com um fingimento. Eu não consigo ficar sem falar com você, sem saber se você está bem, sem cuidar de você mesmo quando você já tem alguém que cuide. 

E eu estou aqui. Há quilômetros de distância de você, fingindo não te amar, sendo seu porto seguro quando aquele cara te machuca. Eu vejo a interação de vocês no facebook e curto suas fotos. Mas dói tanto quando ele diz: “Orgulho de dizer que é minha" e você responde: "Só sua”.  

“Se você só escreve quando está inspirado, talvez você seja um bom poeta, mas você nunca será um romancista, porque você precisa atingir sua meta de palavras a cada dia. E essas palavras não vão esperar que você decida se está inspirado ou não.”

— Neil Gaiman (via fossiliteral)

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